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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Revistas - Super Grilo

A revista Super Grilo nasceu com o objectivo de durar 10 números em periodicidade mensal, pretendendo chegar a um público diverso do que comprava O Grilo. Tratava-se de mais uma edição lançada no mercado por Roussado Pinto. Mas se o preço era muito superior, 20$00, e tinha 52 páginas, na verdade o tipo de histórias publicadas nada trazia de novo em relação ao que era publicado em O Grilo e noutras revistas. Como o preço era muito elevado, o Mundo de Aventuras custava 7$50, O Jornal do Cuto 10$00 e o Tintin 12$50, a revista apenas durou dois números.
O número 1 saiu em 1 de Setembro de 1976 e continha a Rubrica Conversa entre nós e Acredite se Quiser da autoria de Ripley.


Capa do primeiro número


No que concerne à BD trazia Odinson em O Deus que veio das ilhas, de Jesus Blasco,




Vinheta de Odinson

depois uma história de terror, um estilo com algum sucesso na época, com Noite de Lua Cheia… Noite de morte, desenhada por Salvador Martinez, uma história de Rip Kirby, Um indivíduo perigoso, datada de 1975 e a Ilha Louca de António Carrillo.



Vinheta de Ilha Louca


Havia ainda uma pequena história de Pete o Vagabundo, que trazia o humor à revista. Coisas do Cuto na contracapa encerrava a cores.
O número 2 saiu no primeiro dia do mês seguinte. Mantinha a Conversa entre nós e o Acredite se Quiser.


Capa do número 2


Na Banda desenhada recorria a uma história desenhada por Bob Lewis para o Agente Corrigan, O roubo dos 200 000 doláres, num episódio de 1963,





Vinheta de X-9

um episódio de Pocket Bill, A lei do oeste, desenhada por Geo Buxadé e a mais uma a eventura de Odinson, O amuleto mágico.

Pocket Bill

Micheluzzi apresentava Johnny Focus em O tesouro de Kenzo Yamashita e Coisas do Cuto fechava mais uma vez a revista na contracapa.




Vinheta de Johnny Focus

Nada fazia pensar que seria o último número, pois os editores anunciavam” Quanto ao próximo número, preparem-se para uma mão cheia de surpresas, pois será um sumário sensacional”.

domingo, 31 de agosto de 2008

Revistas (1) - Mundo de Aventuras (12)

Outras novidades
Houve a publicação de histórias não enquadradas em séries.
No número 119, uma pequena história, A carga da brigada ligeira, sem referência a autores ou origem.
Do Tintin belga surgem duas histórias curtas da dupla Lilliane e Fred Funcken, nos números 135 e 137, Madame Sans-Gêne, Primeira Duquesa e Quando Leroy Vestia O Imperio.
No número 164 surgiu uma história do desenhador espanhol António Carrillo, Os mercenários. Este autor caracterizava-se por atribuir os mesmos rostos às personagens nas diferentes séries e histórias mantendo a temática.

Página de Os mercenários

Mais duas histórias originais, de ficção científica: A amazona de Barsoon e Para lá das estrelas. Histórias curtas dos comics americanos.

A BD dos portugueses.
Além de Cartouche, já referido anteriormente, e que tem como um dos autores Eduardo Teixeira Coelho, houve o regresso da série Tomahawk Tom no número 182, com a reedição de O enigma do cavalo preto.
O mesmo autor de Tomahawk Tom, Vítor Peon, também já tinha surgido no número143 com uma personagem que não aparecia no Mundo de Aventuras desde o número 210 da primeia série, em 20/8/1953. Tratava-se de Zama, uma “espécie de Tarzan”, no episódio O Mistério dos Leopardos com argumento de Edgar Caygill.

Página de Zama

Nesse mesmo número 143 surgiu uma outra dupla de autores, Baptista Mendes no desenho e Jorge Magalhães no argumento publicavam A Lenda de Gaia, uma adaptação de um episódio que faz parte das lendas que provêm da época anterior à fundação de Portugal.

Vinheta de A lenda de Gaia

Baptista Mendes foi o autor mais publicado, continuando com as curtas histórias de 2 páginas sobre factos e figuras da história de Portugal. Publicou nove destes episódios pequenos .
O surgimento da secção Novos da banda Desenhada Portuguesa, fez aumentar o número de páginas publicadas de autores portugueses. Foram publicadas 15 histórias nesta secção. A qualidade era muito variável, mas quase sempre fraca, quer no desenho quer no que se refere ao argumento. Mas o objectivo da iniciativa não era de ver surgir grandes obras, mas abrir uma possibilidade de publicação para os jovens que quisessem tentar a banda desenhada.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Revistas(1) - Mundo de Aventuras (5)

A nova revista (do número 54 ao 117)

Durante os primeiros 53 números, a nova série do Mundo de Aventuras, além da inovação na contagem, apenas tinha trazido a novidade do formato. O conteúdo da revista pouco ou nada se alterara. A mudança surgiu com o número 54. A partir desse número, além de um novo formato de menores dimensões, surgiram as novidades em termos de conteúdo. As capas também passaram a ser mais interessantes, desaparecendo o aglomerado de imagens que era usado para ocupar o enorme espaço das revistas no anterior formato grande.
Começou a notar-se de forma gradual uma aposta na banda desenhada franco-belga. Também de autores espanhóis surgiram novidades, embora algumas fossem provenientes das revistas belgas. Alemanha, Itália e Holanda foram os outros países europeus de onde chegaram séries para publicação. Regressaram também os autores portugueses
Houve um evidente abandono das histórias provenientes das revista inglesas inglesas, mantendo-se apenas O Justiceiro da floresta, e virando-se o Mundo de Aventuras para a publicação das séries das revistas americanas.




O Justiceiro da floresta

A revista passou a ter 40 páginas e a custar 5$00. Este número de paginas era manifestamente insuficiente para as séries belgas, normalmente com mais de 40, o que levou a que algumas histórias fossem publicadas em continuação, ocupando geralmente 2 números e em alguns casos três números consecutivos.
No nº 100 o preço de capa sofreu um aumento para 6$00, o que representou um acrescento de 20%.
A qualidade do papel neste novo formato era superior à do formato gigante, embora não constante, ao longo do tempo.

Começaram a surgir secções regulares na revista. Mistério Policiário, que a partir do número 76 publicou problemas policiários, mas também palavras cruzadas, testes de cultura geral, de banda desenhada e ainda outros passatempos variados; a Página do Leitor, que servia para tudo o que o leitor quisesse, desde fotografias de leitores, fotografias de viagens, anúncios de compra e venda de revistas, pequenos desenhos, etc..; A Opinião de Leitor, que acabou por ser uma secção

de cartas, substituindo uma outra secção que poucas vezes foi editada, O Mundo fala e A chave do fantástico, que publicava textos sobre fenómenos estranhos, ovnis, parapsicologia, etc.
Sobre banda desenhada, depois de alguns artigos desenquadrados, surge uma secção de divulgação e crítica, dirigida por José Matos-Cruz, chamada O Mundo em Quadrinhos, e uma outra rubrica chamada Opinião BD.

De referir entrevistas a Vasco Granja nos n.ºs 67 e72, aos autores intalianos, Luísa Benacchi e Cláudio Bertieri, no número 63, a António Carrillo no nº 102 e a Jordi Bernet no 106. Dos artigos publicados salientam-se os que tiveram por tema os autores Joe Kubert, Jijé, Caprioli, Charlier e Onofre Varela, e as séries Tarzan, Korak, Sunday, Garth, Tomahawk Tom, Matt Marriott, Buck Danny, e Terry e os piratas.
Surgiram bastantes artigos sobre Edgar Rice Burroughs, assim como alguns sobre cinema, em especial sobre filmes que se referiam a personagens que também existiam na BD.
Os contos deixaram de ter publicação regular, verificando-se apenas a publicação de dois. Um da autoria de Jorge Magalhães e outro de Artur Varatojo.
De referir ainda a publicação de uma página de curiosidade, Sabia que..., que surgiu de forma bastante irregular.