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sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Revistas (1) - Mundo de Aventuras (10)

A revista

O número 118 além de iniciar um novo ano, saiu no dia 1 de Janeiro de 1975, anunciava-se como sendo o início de uma nova fase do nosso jornal.
Neste número iniciou-se nas páginas centrais a publicação de um suplemento, com páginas não numeradas, designado Clássicos da Banda desenhada.
Começou pela publicação do primeiro episódio de Terry e os piratas. Em cada página eram publicadas 2 tiras com rotação de 90 graus.

A primeira vinheta de Terry e os Piratas

A publicação deste suplemento correspondeu na prática a um aumento de 4 páginas na revista, passando para um total de 48, embora apenas 44 numeradas.
A revista também sofreu um aumento de preço, passando a custar 7$50.
Estreou-se a secção Rubrica do Oeste, com textos e curiosidades sobre o tema, e que viria a organizar um concurso de contos.
Foram surgindo outras rubricas: Cinema fantástico, Visor, O mundo maravilhoso do circo, Escola de espionagem e Os homens e a história.

Cabeçalho da secção Escola de Espionagem

No âmbito da banda desenhada de referir o surgimento de Crash, com notícias da actualidade da BD, no nº 161, e Arquivos de Banda Desenhada, no 173, conjunto de memórias de Orlando Marques, contista e argumentista de BD, que narra o que era a edição de revistas de banda desenhada nas décadas de quarenta e cinquenta do século passado.
De salientar a publicação de entrevistas aos autores Vítor Peon, no nº 123, Chiqui de La Fuente, 143, Alfonso Azpiri no 151 e António Hernandez Palácios no 134. Ainda artigos sobre Esteban Maroto no n.º 147 e Reed Crandall no 159 e sobre a série Fantasma nos nº 125 e 126.
Começou a surgir coma regularidade a publicação de contos. Inicialmente surgia um conto todas as semanas, , embora essa periodicidade se fosse perdendo.
O autor mais publicado neste números foi Edgar Caygill com as histórias ilustradas por Baptista Mendes. Este desenhador também ilustrou contos de Tharuga, Roy West, pseudónimo de Jorge Magalhães, e Orlando Marques. Alguns contos deste último foram ilustrados por António Barata. Foi ainda publicado um conto de Teresa Franco.

Ilustração de António Barata para um conto de Orlando Marques

Alguns dos contos de Orlando Marques, por serem mais extendos, foram publicados em dois números.
Como é óbvio esta profusão de secções de texto diminuíram o n.º de paginas dedicado à banda desenhada. No n.º 165, por exemplo, das 48 páginas da revista, 13 não eram de banda desenhada.
No nº 151 iniciou-se Os novos da Banda Desenhada, onde os jovens autores poderiam ver publicados os seus trabalhos, com uma máximo de 10 páginas, sendo-lhes pago o valor de 150$00, 1,25 euros, por página.

Página de uma história do autor José David publicada nos Novos da Banda Desenhada Portuguesa no n.º 176

O número 161 celebra a publicação do número 1413, se não tiuvesse havido renumeração, o que ultrapassava os 1412 dode O Mosquito, a revista portuguesa que mais números tinha publicado.
No número 167 surge uma outra novidade, A publicação em destacável de Sandokan. Era possível retirar as páginas da revista e formar um álbum com as págnas correctamente numeradas.
No n.úmero 180 terminava a publicação do 1º volume de Clássicos da Banda Desenhada.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Uma revista que marcou

Por coerência, devo começar por escrever sobre o Mundo de Aventuras.
A primeira revista que eu comprei e que me mostrou que BD não era só as histórias que já ia lendo noutras revistas que se publicavam, foi o Mundo de Aventuras número 169 da V série, a que correspondia o número 1421, publicada em 23 de Dezembro de 1976. Foi uma prenda de Natal antecipada.

A revista tinha 48 páginas e custava 7$50, que convertidos na actual moeda dão uma valor de cerca de 4 cêntimos. Valor ridículo nos actuais referenciais, mas que na época não o era tanto.
A beleza da revista começava logo na capa, com uma imagem espectacular de um elefante carregando sobre dois homens.

No interior trazia a primeira parte de uma aventura de Tiger Joe, relacionada com a imagem da capa, e mais duas histórias que eram publicadas em continuação ao longo de vários números.


página 1

Uma com Tim Tyler, numa aventura publicada originalmente em 1935, integrada nos Clássicos da BD, destacável que ocupava as páginas centrais, e uma outra com Sandokan, personagem que nessa época estava na moda, devido à recente passagem em televisão de uma série com o mesmo nome, numa adaptação da obra de Emílio Salgari.
Mas a revista não tinha só BD.
Iniciava um conto de espírito natalício, “Sozinho no mundo, da autoria de Orlando Marques, ilustrado por António Barata, e tinha outras quatro rubricas que ocupavam 7 páginas e se intitulavam: Rubrica do Oeste, Escola de Espionagem, A Chave do Fantástico e Mistério Policiário.

De realçar também a mensagem de Boas Festas na página 3.