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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Revistas (1) - Mundo de Aventuras (13)

Outras séries

A restante banda desenhada editada correspondeu a séries que já anteriormente tinham sido publicadas. Algumas com publicação recente de alguns episódios, mas outras em que tinha havido um longo interregno.
As séries norte-americans continuaram a predominar.
Big Ben Bolt e Brick Bradford apenas viram um episódio a ser publicado. Mais interessante o de Brick Bradford, nos Classícos da Banda Desenhada, com desenhos de Clarence Gray e argumento de William Ritt que datava de 1936.
Conan, que parecia ser uma aposta da revista, teve 4 episódios publicados, mas nunca mais houve qualquer aventura publicada deste herói, assim como de Warlock, com um episódio.
A série do futebolista Dick, o avançado-centro, de José Luís Salinas teve a publicação de mais dois episódios e Fantasma, uma das séries mais publicadas ao longo dos anos, teve 3 episódios.
A publicação de episódios de Flash Gordon merece ser destacada. Um dos episódios, publicado no suplemento Clássicos da Banda Desenhada, datava de 1936 e 1937 reproduzindo as inimitáveis páginas desenhadas por Alex Raymond. Obviamente que foi publicado no suplemento. As restantes 4 histórias, fugindo à habitual edição proveniente das tiras diárias ou das páginas dominicais dos jornais, provinham das revistas de comics. O seu autor foi Reed Crandall.

Vinheta de Flash Gordon desenhada por Reed Crandall
Os Clássicos da Banda Desenhada trouxeram mais um retorno, Jim das Selvas, desenhado por Alex Raymond, que devido ao reduzido tamanho das vinhetas nesta edição, não atinge a espectacularidade gráfica que o seu desenho possui..
Johnny Hazard teimava em se manter em publicação, com mais duas histórias,

Tira de Johnny Hazzard

e de Korak surgiam quatro. Pela qualidade dos desenhos devem salientar-se os episódios desenhados por Murphy Anderson.

Korak por Murphy Anderson



O “ pai” de Korak, Tarzan, teve cinco histórias desenhadas por Joe Kubert.

Vinheta de Tarzan


Mandrake, outra das séries pilar desta revista, surgiu com três histórias, algumas abordando temas já aparecidos em tempos, como a que saiu no n.º 135, onde há uma invasão de insectos gigantes, situação inspirada num episódio do tempo em que a série era desenhada por Phil Davies.

Tira de Mandrake


Principe Valente surgiu uma única vez e Rip Kirby por três.

Vinheta de Principe Valente

Uma série publicada no suplemento dos Clássicos da banda Desenhada, já não surgia desde 16/8/56, Terry e os Piratas.
Da dupla Al Williamson, Archie Goodwin, foram publicados dois episódios de X-9, já renomeado, Agente Secreto Phill Corrigan. dDe Tim Tyler, no suplemento, uma aventura de 1935, O reino do passado.

Tira de Tim Tyler


Das séries europeias, continuou a publicação de 5xinfinito, com um episódio, no n.º 147.
Ainda na ficção científica Perry Rhodan também surgiu uma vez. Do holandês Pieter Kuhn surgiu mais um episódio de Capitão Audaz.

Vinheta de Capitão Audaz

Buck Danny nos números 133 e 134 continuava a combater na ásia, desta vez com o episódio, Os tigres voadores. Garth com mais duas histórias muito interessantes, onde um toque de erotismo e sensualidade paira sempre sobre a acção, em O navio do inferno e A noiva de Genghis –khan, e Jerry Spring , com dois episódios, também marcaram presença. Este último teve um episódio curto de 27 páginas no n.º 137, publicado sem título, e uma história de 44 páginas, Pancho fora-da lei, nos números 165 e 166.

Tira de Garth em A noiva de Gengis-Khan

Da Inglaterra chegou a continuação de mais duas séries, com dois episódidos de cada uma. O maravilhoso mini de Martin e O Justiceiro da floresta.

Página de O Justiceiro da Floresta

Das séries de cariz policial apareceu mais um episódio do britânico Paul Temple e três de Paul Foran.
Sunday do espanhol Vítor de La Fuente surgiu com um único episódio, assim como Wes Slade.
É visível que durante estes números analisados, apesar do aumento da publicação da BD de origem europeia a revista continuou a ser o meio de maior divulgação da banda desenhada norte-americana em Portugal.

Fontes

Mundo de Aventuras ( nº 118 a 181)
http://www.lambiek.net/artists/f/fagarazzi_daniele.htm
http://www.lfb.it/fff/fumetto/aut/m/milani.htm

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Revistas (1) - Mundo de Aventuras (10)

A revista

O número 118 além de iniciar um novo ano, saiu no dia 1 de Janeiro de 1975, anunciava-se como sendo o início de uma nova fase do nosso jornal.
Neste número iniciou-se nas páginas centrais a publicação de um suplemento, com páginas não numeradas, designado Clássicos da Banda desenhada.
Começou pela publicação do primeiro episódio de Terry e os piratas. Em cada página eram publicadas 2 tiras com rotação de 90 graus.

A primeira vinheta de Terry e os Piratas

A publicação deste suplemento correspondeu na prática a um aumento de 4 páginas na revista, passando para um total de 48, embora apenas 44 numeradas.
A revista também sofreu um aumento de preço, passando a custar 7$50.
Estreou-se a secção Rubrica do Oeste, com textos e curiosidades sobre o tema, e que viria a organizar um concurso de contos.
Foram surgindo outras rubricas: Cinema fantástico, Visor, O mundo maravilhoso do circo, Escola de espionagem e Os homens e a história.

Cabeçalho da secção Escola de Espionagem

No âmbito da banda desenhada de referir o surgimento de Crash, com notícias da actualidade da BD, no nº 161, e Arquivos de Banda Desenhada, no 173, conjunto de memórias de Orlando Marques, contista e argumentista de BD, que narra o que era a edição de revistas de banda desenhada nas décadas de quarenta e cinquenta do século passado.
De salientar a publicação de entrevistas aos autores Vítor Peon, no nº 123, Chiqui de La Fuente, 143, Alfonso Azpiri no 151 e António Hernandez Palácios no 134. Ainda artigos sobre Esteban Maroto no n.º 147 e Reed Crandall no 159 e sobre a série Fantasma nos nº 125 e 126.
Começou a surgir coma regularidade a publicação de contos. Inicialmente surgia um conto todas as semanas, , embora essa periodicidade se fosse perdendo.
O autor mais publicado neste números foi Edgar Caygill com as histórias ilustradas por Baptista Mendes. Este desenhador também ilustrou contos de Tharuga, Roy West, pseudónimo de Jorge Magalhães, e Orlando Marques. Alguns contos deste último foram ilustrados por António Barata. Foi ainda publicado um conto de Teresa Franco.

Ilustração de António Barata para um conto de Orlando Marques

Alguns dos contos de Orlando Marques, por serem mais extendos, foram publicados em dois números.
Como é óbvio esta profusão de secções de texto diminuíram o n.º de paginas dedicado à banda desenhada. No n.º 165, por exemplo, das 48 páginas da revista, 13 não eram de banda desenhada.
No nº 151 iniciou-se Os novos da Banda Desenhada, onde os jovens autores poderiam ver publicados os seus trabalhos, com uma máximo de 10 páginas, sendo-lhes pago o valor de 150$00, 1,25 euros, por página.

Página de uma história do autor José David publicada nos Novos da Banda Desenhada Portuguesa no n.º 176

O número 161 celebra a publicação do número 1413, se não tiuvesse havido renumeração, o que ultrapassava os 1412 dode O Mosquito, a revista portuguesa que mais números tinha publicado.
No número 167 surge uma outra novidade, A publicação em destacável de Sandokan. Era possível retirar as páginas da revista e formar um álbum com as págnas correctamente numeradas.
No n.úmero 180 terminava a publicação do 1º volume de Clássicos da Banda Desenhada.