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sábado, 11 de junho de 2011

Revistas - O Grilo (2)





Banda desenhada publicada

A banda desenhada publicada dividiu-se entre a origem norte-americana, espanhola, italiana e inglesa.
Dos Estados Unidos surgiu Tarzan em 3 histórias. Uma desenhada por Burne Hogarth, publicada originalmente em página semanal entre 14/12/47 a 9/9/48, e as outras por Russ Manning, provenientes da tira diária, e publicadas no início da década de 70.




Vinheta de Tarzan desenhada por Hogarth


Outros clássicos norte-americanos publicados foram X-9, de Al Williamsom e Archie Godwin,



Vinheta de X-9


Mandrake, desenhado por Fredericks,


Vinheta de Mandrake


Rip Kirby, numa história de 1961, numa civilização perdida, O segredo de Harmony,



Vinheta de Rip Kirby


O Fantasma, numa história das tiras diárias e duas das páginas semanais, todas desenhadas por Sy Barry, Flash Gordon com SOS em Mongo, uma história desenhada por Austin Brigs de 15/12/41 a 11/11/42.


Vinhetas de Flash Gordon


Ainda dos Estados Unidos, desenhado por um argentino, José Luís Salinas saiu O circo Indio, uma aventura de Cisco Kid, desenhada em 1961.
Houve um conjunto de histórias, em que uma delas, Capitão Kid, surge identificada como tendo origem inglesa, levando a concluir , em consequência das semelhanças que todas as outras também o serão. Os seus títulos são Kim, O Foguetão XM, A horda doirada, O bando do colt,


O bando do Colt


OTesouro do Condor dourado e A legião no deserto.


A legião do deserto


Estando numa colecção com estas características e dirigida por Roussado Pinto, um autor não poderia faltar: Jesus Blasco.
Foi publicado um episódio de Los guerrilleros, A última façanha de Durango Scott,


Vinheta de Los guerrilleros


e o primeiro episódio de Odinson, sendo neste caso uma estreia mundial.


Vinheta de Odinson


De um outro autor espanhol Jordi Bernet, com argumento de M. Cussó, foi publicado o 1º episódio de Andrax.


Vinheta de Andrax


Da dupla italiana Vladimiro Missaglia e Ennio Missaglia, respectivamente desenhador e argumentista, surgiu um episódio de Jesus, uma série do oeste americano, identificado como sendo o primeiro.



Vinheta de Jesus


Para terminar, a referência a duas séries de humor: Altai & Jonson do italiano Giorgio Cavazzano e Chito, numa página desenhada por Arturo Moreno.


Vinheta de Altai & Jonson

terça-feira, 15 de julho de 2008

Revistas(1) - Mundo de Aventuras (5)

A nova revista (do número 54 ao 117)

Durante os primeiros 53 números, a nova série do Mundo de Aventuras, além da inovação na contagem, apenas tinha trazido a novidade do formato. O conteúdo da revista pouco ou nada se alterara. A mudança surgiu com o número 54. A partir desse número, além de um novo formato de menores dimensões, surgiram as novidades em termos de conteúdo. As capas também passaram a ser mais interessantes, desaparecendo o aglomerado de imagens que era usado para ocupar o enorme espaço das revistas no anterior formato grande.
Começou a notar-se de forma gradual uma aposta na banda desenhada franco-belga. Também de autores espanhóis surgiram novidades, embora algumas fossem provenientes das revistas belgas. Alemanha, Itália e Holanda foram os outros países europeus de onde chegaram séries para publicação. Regressaram também os autores portugueses
Houve um evidente abandono das histórias provenientes das revista inglesas inglesas, mantendo-se apenas O Justiceiro da floresta, e virando-se o Mundo de Aventuras para a publicação das séries das revistas americanas.




O Justiceiro da floresta

A revista passou a ter 40 páginas e a custar 5$00. Este número de paginas era manifestamente insuficiente para as séries belgas, normalmente com mais de 40, o que levou a que algumas histórias fossem publicadas em continuação, ocupando geralmente 2 números e em alguns casos três números consecutivos.
No nº 100 o preço de capa sofreu um aumento para 6$00, o que representou um acrescento de 20%.
A qualidade do papel neste novo formato era superior à do formato gigante, embora não constante, ao longo do tempo.

Começaram a surgir secções regulares na revista. Mistério Policiário, que a partir do número 76 publicou problemas policiários, mas também palavras cruzadas, testes de cultura geral, de banda desenhada e ainda outros passatempos variados; a Página do Leitor, que servia para tudo o que o leitor quisesse, desde fotografias de leitores, fotografias de viagens, anúncios de compra e venda de revistas, pequenos desenhos, etc..; A Opinião de Leitor, que acabou por ser uma secção

de cartas, substituindo uma outra secção que poucas vezes foi editada, O Mundo fala e A chave do fantástico, que publicava textos sobre fenómenos estranhos, ovnis, parapsicologia, etc.
Sobre banda desenhada, depois de alguns artigos desenquadrados, surge uma secção de divulgação e crítica, dirigida por José Matos-Cruz, chamada O Mundo em Quadrinhos, e uma outra rubrica chamada Opinião BD.

De referir entrevistas a Vasco Granja nos n.ºs 67 e72, aos autores intalianos, Luísa Benacchi e Cláudio Bertieri, no número 63, a António Carrillo no nº 102 e a Jordi Bernet no 106. Dos artigos publicados salientam-se os que tiveram por tema os autores Joe Kubert, Jijé, Caprioli, Charlier e Onofre Varela, e as séries Tarzan, Korak, Sunday, Garth, Tomahawk Tom, Matt Marriott, Buck Danny, e Terry e os piratas.
Surgiram bastantes artigos sobre Edgar Rice Burroughs, assim como alguns sobre cinema, em especial sobre filmes que se referiam a personagens que também existiam na BD.
Os contos deixaram de ter publicação regular, verificando-se apenas a publicação de dois. Um da autoria de Jorge Magalhães e outro de Artur Varatojo.
De referir ainda a publicação de uma página de curiosidade, Sabia que..., que surgiu de forma bastante irregular.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Séries de que eu gosto (2) - Paul Foran (1)

A série foi uma criação de José Larraz no texto, sob o pseudónimo de Gil, e de Jesus Blasco no desenho, sob o pseudónimo de Montero. Mais tarde o desenho passou para Jordi Bernet.
O ultimo episódio na revista belga Spirou é só de Larraz, assinando como Watman.
A série foi criada para a revista Spirou, começando o primeiro episódio a ser publicado no nº 1591 em 10 de Outubro de 1968.


Paul Foran de Montero

Nas duas primeiras aventuras fica-se a saber que Paul Foran é um físico que trabalha na Brigada Especial, em França. Andou dez anos na universidade, presume-se que não apenas a estudar, e foi piloto de aviões, possuindo com várias condecorações.
Na sua primeira aventura, O mistério do lago, mostra os seus dotes de aviador, quando uma avioneta que ele pilota é atacada por um outro avião pilotado por bandidos.
O caso gira em torno de uma misteriosa doença que ataca os animais que vivem em volta de um lago.
O gang dos vampiros é a segunda aventura do herói, desta vez passada nos Estados Unidos, em que ajuda a noiva de um amigo.
Em Chantagem à Terra, terceiro episódio, Paul Foran viaja até ao Tibete, salvando a Terra de uma ameaça extraterrestre. É a aventura mais inverosímil de Foran. Também neste terceiro episódio surge uma personagem comum ao episódio inicial que parece ter algumas contradições. Trata-se de Nicole, que no primeiro episódio surge como colega de Foran, presumivelmente cientista, e no terceiro é apresentada como jornalista.
O quarto episódio da série, mas terceiro publicado em Portugal, designou-se A múmia, já com desenhos de Jordi e não de Blasco, e aborda o recorrente caso das maldições dos túmulos egípcios. A origem dos factos que justifica a aventura está no Egipto, mas é na Escócia que se vai dar a actuação de Paul Foran, que descobrirá uma explicação muito simples para todos os factos estranhos ocorridos.
Seguiu-se O habitante do moinho, onde mais uma vez seres estranhos e monstruosos acabam por se transformar após a investigação em homens de carne e osso. Dessa vez Paul Foran viajou até ao Canadá. É uma história com um argumento bem estruturado. Dentro das histórias realistas na série, até ao momento seria o melhor. Deste lote das realistas retiro a Chantagem à terra, que tem um argumento bastante interessante, mas que foge a este aspecto de realismo devido à intervenção extra-terrestre.
Em Os demónios da selva Foran deixa os temas misteriosos e envolve-se na luta contra um grupo de bandidos armados na selva entre a Birmânia e a India, tentando resgatar um cientista. Nessa aventura luta contra a bela Ling-Hur.
Em Tempestade nas Caraíbas, Foran volta defrontar um bando que tenta controlar uma ilha deste arquipélago. Mais uma vez recorre aos seus conhecimentos de aviador. Tem que pilotar um caça para derrotar os bandidos.
Esta duas histórias afastam-se da temática anterior da série. O terrorismo e banditismo internacional estão na origem destes episódios.
Voltam os temas de mistério em A sombra do gorila. Paul Foran viaja até à cordilheira dos Cárpatos para investigar a morte de um cientista francês, ocorrida num castelo onde outros cientistas se encontram reunidos. Foran tem que desvendar por que motivo lutou com um gorila embalsamado. A explicação desse seu acto esclarecerá todo o mistério, que nada tem de sobrenatural.
Um excelente argumento a juntar ao de O habitante do moinho. O desenho de Jordi evidencia uma qualidade muito superior ao seu início na série.


Paul Foran de Jordi Bernet

Existem mais dois episódios de que não encontrei qualquer referência de publicação em Portugal.


Esta série nasceu quando a revista Spirou tentou uma renovação fazendo uma aposta em desenhadores espanhóis. Os primeiros seis episódios foram publicados com pouco tempo de intervalo, mas o espaçamento temporal de mais de um ano, que passou a existir entre os episódios seguintes, parece mostrar algum desinteresse dos editores. A série terminou em 1979.
Foi pena.


Fica aqui a primeira página da série publicada no Mundo de Aventuras.