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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Revistas (1) - Mundo de Aventuras (22)

( Do número 280 ao número 364)
Outras histórias

As histórias curtas com 4 páginas provindas da revista Tintin, com relatos de episódios verídicos ou biografias de personalidades, surgiram 9 vezes.
Duas delas faziam referências a Portugal. D. Sebastião, de Fred Funken, no número 32,



Página de D. Sebastião


e Voo secreto para Lisboa, no número 326, de Van Dessel e Gollier.


Vinhetas de Voo secreto para Lisboa

Foram ainda publicados O padre Flanagan de Yves Duval e Fred Funcken, A evasão de Hugo Grotius também com argumento de Yves Duval e desenhos de Sidney, Carême, mais uma vez de Duval com desenhos de William Vance,


Carême

O grande cruzeiro do Hannon por Lux e Fedor, Sobieski, O furacão de William Vance e Yves Duval, Um grande senhor da 7ª arte, por Duval e Eddy Paape e O homem que podia explodir, desenhado por Jarry, com texto de Step.



O homem que podia explodir

Nos números 358 e 359 foi publicada uma história de Ficcção Científica desenhada por Vicente Cebollo.


A arte de Vicente Cebollo

O desenhador espanhol Jesus Blasco, que já ressurgira com Garra d’Aço, viu uma outra história sua publicada no número 363, Ao longo do canal.
Associada à promoção ao filme e ao concurso realizado a propósito de O ladrão de Bagdad, foi publicada uma história curta acerca do mesmo.
Da Itália surgiu uma história, publicada em 9 episódios, Ano 2000. Ficção científica em que o desenho supera o argumento. Os autores eram Alessandrini no desenho e Mino Milani na argumento.

Ano 2000

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Séries de que eu gosto (10) - Lester Cockney (2)

Episódios

1 – Os loucos de Kabul, Les fous de Kabul, Álbum Meribérica, Mundo de aventuras ( II série) números 500 e 503, Jornal da BD 209 a 216



Lester Cockney domando um cavalo sob o olhar do general Shannon em Os loucos de Kabul

2- O ranger da neve, La neige était crissante, Álbum Meribérica, Jornal da BD 217 a 224
3 – Uma húngara bo Penjabe, Une Hongroise au Pendjab, Álbum Meribérica, Jornal da BD 225 a 232.
4 – Quero voltar a Pecs !, Je veux retourner à Pecs! , Álbum Meribérica,
5 – O rei dos Dálmatas, Le roi des Dalmates, Álbum Meribérica,

Vinheta de O rei dos Dálmatas

6 – Os conjurados do Danúbio, Les conjurés du Danube, Álbum Meribérica,

Não editados em portugal

7 - La Déchirure
8 - Oregon Trail (a)
9 - Mise au poing (a)
(a) Estes dois álbuns forma publicados postumamente.


A juventude
1 - Irish melody
2- Shamrock song

Outros
1 – Arnold, o commando, Arnold le baroudeur, Selecções tintin nº 3, Super tintin 23 (06/12/1983) – No 49 bis – Complet ( uma pequena história de 8 páginas).


Última página de Arnold le baroudeur no Supertintin

Referências


http://br.geocities.com/bdnostagia/
http://www.bdfranz.be/franzbiblio.htm

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Séries de que eu gosto (10) - Lester Cockney (1)

A série Lester Cockney começou por se chamar Os Loucos de Kabul, sendo Lester Cockney o protagonista. Foi publicada originalmente na revista Tintin em pequenos episódios, variando entre as 5 e as 8 páginas, que depois foram aglutinados nos dois primeiros álbuns da série. A partir daí a série adquiriu o nome do protagonista.
Lester Cockney é um irlandês de Killarney que em Londres mata um militar inglês que o tinha insultado. Durante a fuga aos colegas da vítima é capturado por outros militares que o forçam a embarcar para o império Inglês do oriente como soldado. No continente asático irá servir sob as ordens do general Shannon que o protege da acusação de assassínio. Na viagem vai a irmã do oficial que ele matara, Emma Pebbleton, para um reencontro com os pais., que apesar de apaixonada por ele, ao descobrir que se trata do assassino do irmão, dispara para o matar de lágrimas nos olhos, deixando-o gravemente ferido.
A pedido de Emma, Lester irá no terceiro episódio da série libertar a amiga desta, Ilona que se encontra refém de um rajá. É neste episódio que encontra Taranna que se tornar uma personagem relevante ao longo da série.

O encontro entre Lester Cockney e Tarana

No final deste episódio Tarana, Ilona e Lester embarcam para Londres, mas Ilona decide que quer voltar Pecs, sua terra natal na Hungria, mais rapidamente, desembarcando em Adem e fazendo a viagem directamente para o Egipto. Durante este percurso, ainda perto de Adem , cruzam-se com militares portugueses.

Os portugueses depois do encontro com Lester Cockney


O rei dos Dálmatas relata parte da viagem para a Hungria na zona de fronteira do império turco, e as rebeliões que aí ocorrem contra o dominador.
Chegado à Hungria, sob dominação austríaca, Lester Cockney envolve-se imediatamente em sarilhos com os militares invasores, tendo que acabar por fugir rumo a Paris, acompanhado, claro está, pelas duas mulheres, Ilona e Tarana.

Lester Cockney e Tarana passeando em Budapeste

O sétimo episódio decorre em 1860. Inicia-se na Irlanda, passa-se na sua maior parte em Espanha e termina na Índia. Neste episódio ocorre a separação do trio com o casamento de Ilona.
Farto da Índia Lester parte acompanhado de Tarana para os Estados Unidos.
O resto da história decorre no ambiente do oeste com o protagonista da história como proprietário de um rancho.
Quanto ao último episódio, por não ter tido oportunidade de o ler, não sei qual é o assunto lá desenvolvido.
Quando a série já tinha atingido grande sucesso, Franz criou dois álbuns que relatam a infância e juventude do herói na Irlanda, onde ainda se chamava Lester Mahoney e a construção da sua personalidade na luta irlandesa pela independência do império inglês: Irish Melody e Shamrock Song.
Franz, o autor da série, usa factos históricos verídicos assim como algumas personagens reais e coloca Lester Cockney nesses contextos. Apesar do bom-humor que percorre todos os episódios, a violência não é escondida, sendo vistas imagens onde a morte violenta e a agressão são perfeitamente visíveis.

A violência em O ranger da neve

Após a morte de Franz em 2003 nenhum outro autor continuou a série.

domingo, 10 de agosto de 2008

Séries de que eu gosto (8) - Blake e mortimer (2)




Cronologia





1)Le Secret de l'Espadon; Tintin (edição belga), publicado a partir de 26/9/46; O segredo do espadão, Leão, 1955 (a publicação ficou incompleta); Tintin (edição portuguesa) de 11/4/81 a 8/5/82, n.º48/13ºano a n.º15/14º ano e n.º 26/14º ano a n.º52/14ºano.
2) Le Mystère de la grande pyramide; O mistério da grande pirâmide, Cavaleiro Andante, 30 a 132 de 26/6/52 a 10/7/54.

Capa do Cavaleiro Andante n.º 30 com O mistério da grande pirãmide

3) La Marque jaune ; A marca amarela, Cavaleiro Andante, 157 a 219 de 1/1/55 a 10/3/56; Tintin, 9/10/76 a 26/2/77, do nº 20/9º ano ao 41/9ºano.


O professor Septimus e Olrik em A marca amarela

4) L'Énigme de l'Atlantide; O enigma da Atlântida, Cavaleiro Andante 228-262, 264-268, 270-278, 280-291 de 12/5756 a 27/7/57; Tintin, 42/9ºano a 10/10ºano, de 5/3/77 a 23/7/77.

Primeira vinheta de O enigma da Atlântida

5) S.O.S. Météores; SOS meteoros, Cavaleiro Andante, 340-358, 360-393, 395-398, de 5/7/58 a 15/8/59; Tintin, 5/4ºano a 37/4ºano, de 26/6/71 a 5/2/72.
6) Le Piège diabolique; A Armadilha diabólica, Foguetão, números 1 a 13, de 4/5/61 a 27/7/61 (ficou incompleta e continuou no Cavaleiro Andante); Cavaleiro Andante, 504-534 de 26/8/61 a 24/3/62; Tintin, 41/2º -50/3º, de 7/3/70 a 8/5/71.
Capa do Cavaleiro Andante nº 504

7) L'Affaire du collier; O caso do colar, Nau catrineta (suplemento dop Diário de Notícias), números 146-207; Tintin, 27/1ºano a 52/1º ano, de 30/11/68 a 24/5/69.
8) Les 3 Formules du professeur Sato; As três fórmulas do professor Sato, Tintin, 21/5º a 14/6º, de 14/10/72 a 25/8/73; A 2ª parte foi publicada nas Selecções BD (1), 1988.
9) L'Affaire Francis Blake; O caso Francis Blake.


Capa do álbum O caso Francis Blake

1) La Machination Voronov; A conspiração Voronov, Selecções BD, números 13 a 17, Novembro 1999 a Março 2000.
11) L'Étrange Rendez-vous; O estranho encontro.
12) Les Sarcophages du 6e continent; Os sarcófagos do 6º continente.
13) Le Sanctuaire du Gondwana; O santuário de Gondwana.

Capa do albúm O santuário de Gondwana

No que se refere à edição portuguesa apenas indiquei as edições em revista, porque todos eles foram publicados em álbum.
13-a) Les sarcophages d’açoka, edição limitada, que junta num único álbum redesenhado Os sarcófagos do 6º continente e O santuário de Gondwana.

14) La Malediction des Trente Deniers( ( tome 1); A maldição dos Trinta Denários ( tomo 1)

Autores
Os primeiros 8 episódios são da autoria de Edgar Pierre Jacobs. Exceptua-se a segunda parte de As três fórmula do professor Sato, com desenhos de Bob De Moor.
De salientar no entanto a colaboração de Albert Weinberg em O mistério da grande Pirâmide, de Lilliane e Fred Funcken em Armadilha diabólica, mais especificamente na parte referente à viagem pela idade média e de Geral Forton em O caso do colar.
9) e 11) têm por autores Jean Van Hamme no argumento e Ted Benoit no desenho.
10), 12), 13) e 13-a) têm argumento de Yves Sente e desenhos de André Juillard

A Maldição dos Trinta Denários, tem texto de Jean Van Hamme. O album começou a ser desenhado por Sterne. Após a sua morte a história foi terminada pela sua esposa, Chantal de Spiegeleer.

Cronologia alternativa pela temporalidade as aventuras.

Trata-se de uma sequência interessante para quem queira reler a série, mas desaconselhável para quem inicie a leitura. Para estes será sempre preferível ler primeiro os álbuns de Jacobs, ou as mudanças de estilo narrativo poderão fazer parecer que a série tem uma menor qualidade que aquela que efectivamente tem.
1946 ou 1948-49 O segredo do espadão
1950 O mistério da Grande pirâmide
1953 A marca amarela
1954 O caso Francis Blake
1954 O estranho encontro

1955 A Maldição dos Trinta Denários
1955 O enigma da Atlântida
1957 A conspiração Voronov
1958 S.O.S. Météoros
1958 Os sarcófagos do 6º continente (Evocação de 1921 para descrever a juventude de Mortimer)
1958 O santuário de Gondwana
1960 A armadilha diabólica
1965 O caso do colar
1971 As três fórmulas do professor Sato

Fontes consultadas

Mellot, Philip; Moliterni, Claude ; Turpin, Laurent;(2002) L’AbCDaire de la bande dessinee, Flamarion, Paris
Mellot, Philip;Moliterni,Claude ; Chronologie de la bande dessinee, (1996) Flamarion, Paris
Selecções BD (2ª série) , n.º 13, Nivembro de 1999
Cairo, n.º 13, Fevereiro de 1983
Nemo, the classic comics Library. 13, outubro de 1985,
Tintin (edição prtuguesa) 6º ano, nº 26, 17/11/73

http://www.blakeetmortimer.com/
http://www.trussel.com/detfic/blake2.htm
http://www.machpro.fr/bm/
http://br.geocities.com/bdnostagia/index.htm
http://www.comics-portugal.info/
http://fr.wikipedia.org/wiki/Blake_et_Mortimer

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Séries de que eu gosto (8) - Blake e Mortimer (1)


Blake et Mortimer é uma série criada por Edgar Pierre Jacobs, que navega entre a espionagem, a ficção científica e o sobrenatural, sendo esta última característica contraditória com a visão científica de Mortimer.
As duas personagens são as criações mais inglesas da banda desenhada continental, com as suas frases e comportamentos estereotipados. Mortimer é um físico, embora demonstre conhecimentos em muitas áreas do conhecimento mesmo fora do ramo científico, como seja arqueologia. Blake é o chefe do MI5 .
O primeiro episódio surgiu na Bélgica no primeiro número da revista Tintin em 26/9/46.

A primeira página de Blake e Mortimer no Tintin n.º 1

Mais tarde, quando foi publicada em álbum, as primeiras dezoito pranchas de O Segredo do espadão foram redesenhadas. As diferenças são muitas entre a publicação em revista e a edição em livro.
A primeira edição em álbum foi feita em dois volumes, mas a terceira dividiu a história em 3 e introduziu como novas pranchas algumas das capas que tinham sido desenhadas para a revista.
Para as duas primeiras histórias Jacobs documentou-se apenas com fotografias e postais, mas para a terceira, A marca amarela, que por muitos é considerada a sua melhor obra, passou uma semana em Londres a recolher elementos que o ajudassem a construir o episódio.
A dupla tem um inimigo de estimação, Olrik, personagem que apenas não intervém no episódio A armadilha diabólica.
O início da série, logo após o final da II guerra mundial, mostra bem os fantasmas que sobreviveram a este conflito bélico. Tudo começa, quando a partir do Tibete, o imperador Basam-Damdu, possuidor de armas possantes e um poderoso exército, resolve conquistar o mundo. Será o “espadão”, a arma construída a partir das bases secretas da resistência, após a conquista do mundo pelos orientais, que vai contribuir para a derrota dos invasores.

As memórias de desembarques da 2ª guerra mundial no episódio O segredo do espadão

O segundo episódio, O mistério da grande pirâmide, faz um apelo ao sobrenatural e decorre no Egipto.
A marca amarela é uma história de ficção científica, passada em Londres, onde o professor Septimus, cria uma terrível máquina. Neste episódio reaparece Olrik, que em O Mistério da Grande Pirâmide parecia ter sido derrotado de vez. A sua aparição pareceu forçada mas acabou por permitir o seu reaparecimento nos episódios seguintes.
Em O enigma da Atlântida, a dupla vai até aos Açores, onde descobre o caminho que os leva à civilização perdida, mas bastante evoluída da Atllântida. De referir que numa entrevista a Vasco Granja, Edgar Pierre Jacobs afirmou ter encontrado muita dificuldade para se documentar sobre a região.
SOS meteoros leva a dupla para França, onde uma nova aventura na área da ficção científica a aguarda.
Neste episódio surge o professor Miloch que será o agente catalisador do episódio seguinte, Armadilha Diabólica, mais uma aventura de ficção científica.
Em O caso do colar a ficção científica é abandonada, e é nos túneis e caves secretas que a resistência francesa usou no combate à ocupação alemã de Paris que a aventura se vai desenrolar.
Este episódio fecha um ciclo de 3 aventuras que decorreram em França.
As três fórmulas do professor Sato foi uma história construída em duas partes. É uma narração na área da ficção científica em que surgem robots com potencialidades extraordinárias, incluindo a capacidade de se duplicarem.
É a meio desta história que acaba a participação de Edgar Pierre Jacobs. A segunda parte, embora usando o argumento de Jacobs, seria desenhada por Bob de Moor, e publicada apenas 19 anos depois da segunda, deixando os adeptos desta série numa espera que parecia interminável.

Novos episódios com outros autores foram elaborados.
Seguiram-se O caso Francis Blake, uma aventura de espionagem, A conspiração Voronov, mais um caso que envolve espionagem em plena guerra-fria, e O estranho encontro, onde a ficção científica permite o regresso do imperador Basam-Damdu.
Os episódios seguintes são os de argumento mais fraco. Os sarcófagos do 6º Continente, publicado em dois volumes, é uma aventura de ficção científica, onde também se fica a saber o passado de Mortimer. Demasiadas misturas na história, com a narração mal desenvolvida quer em relação ao passado quer em relação ao presente,
O santuário de Gondwana acaba por ser quase uma terceira parte de Os Sarcófagos do 6º continente, de tal modo a história está ligada ao episódio anterior. Mais uma vez a narração não foi desenvolvida convenientemente. Este último episódio conduz mais uma vez ao campo do fantástico com a descoberta de uma civilização perdida.
Estão em projecto mais duas aventuras.

A Maldição dos Trinta Denários ( 1º volume) volta a fazer subir a qualidade do argumento. O regresso de Olrik e um Blake práticamente ausente da história, criam a vontade de esperar pelo 2º volume.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Censura

Liliane Funcken referiu numa entrevista que havia dificuldades com a censura na elaboração das histórias.
A capa aqui representada, da edição belga da revista Tintin, é a versão censurada. Na versão original que os autores pretendiam publicar, o bandido empunhava a arma, apontando-a a Jack Diamond que está junto a um abismo, dizendo: “Ta carrière ...”.
Não foi permitida essa imagem com a arma apontada, que teve que ficar arrumada no coldre.





Fontes consultadas

http://lejournaldetintin.free.fr/affiche.php?action=serie&valeur=Jack%20Diamond

http://bibliotheque.livrel.eu/duel_tintin_spirou/duel.pdf

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Séries de que eu gosto (4) - Jack Diamond


Jack Diamond foi uma série criada no desenho por Liliane e Fred Funcken, com argumento de Andre Fernez.
É curioso que em nenhuma base de dados ou revista com a série publicada, por mim consultadas, surge o nome de Fernez. Tudo parecia apontar para uma autoria total do casal Funcken. A informação sobre o autor do argumento encontrei-a numa entrevista de Liliane Funcken.


Jack Diamond tinha tudo para ser uma série de sucesso. Bem desenhada, argumento razoável e personagens interessantes, mas não passou do terceiro episódio.
Embora decorra no final do século XIX no oeste americano, dentro da genérica classificação de Western, a verdade é que mais parece uma série policial, e talvez resida aí um dos motivos da sua curta existência. Para Greg, um dos responsáveis pela revista belga Tintin onde a série foi criada, o fracasso deveu-se ao facto de os Funcken não estarem talhados para as histórias do Oeste. Já Liliane Funcken atribui o fracasso à dificuldade de lidar com a censura, que limitava o uso das armas na banda desenhada, o que numa série de Western era fatal.
Talvez os dois tenham razão. Do que não há dúvida é que nesta série o Oeste apenas servia de ambiente a “casos de polícia”.


Os três episódios publicados têm todos 30 páginas, organizadas em 4 tiras, e é interessante verificar como em tão curto espaço foi possível criar histórias com cabeça tronco e membros, demonstrando que a escola franco-belga não tem apenas a vertente de desenho, mas também a do argumento.
As tiras têm quase todas duas ou três vinhetas. Apenas por duas vezes surgem tiras com uma vinheta. Na última tira do segundo episódio e a primeira tira da última página série.
No último episódio o casal Funcken arrisca fugir um pouco ao modelo das tiras, aglutinando numa única duas vinhetas de duas tiras diferentes. Faz isso por três vezes. Nas páginas 10 e na 13, aglutinando as 3ª e 4ª tiras, e na página 20, juntando vinhetas das segundas e terceira tiras.

Jack Diamond é um agente federal que percorre os diferentes estados, esclarecendo os vários casos que é chamado a resolver.
Em apenas três episódios passa no Arizona, no Dakota Norte, em Montana e termina no Wyoming. Os referidos estados estão pintados a vermelho no mapa.



O diabo negro é o primeiro episódio da série. Jack Diamond tem que descobrir quem é o misterioso bandido mascarado que aterroriza a região. Um novo elemento passa a fazer parte da série, Bill Oakie, que de empregado numa mercearia passa a ajudante de Jack Diamond. Todo o caso se passa no Arizona





O segundo episódio, O Cão D'Absaroka, começa no Dakota Norte e termina em Montana, onde se desenrola toda a acção. Mark, um cão que eles salvam, passa a constituir com Jack Diamond e Bill Oakie o trio de personagens desta série. Mais uma vez Jack Diamond tem que efectuar uma investigação que lhe permite descobrir quem é um perigoso assaltante.



Ladrões de Gado, terceiro e último episódio, decorre no Wyoming, e desta vez Jack Diamond, assessorado por Bil Oakie e Mark, tem que descobrir quem é o chefe de um bando de ladrões de gado.

É de lamentar o fim da série ao fim destas 90 páginas
Fica aqui a última vinheta da série. Prometia aventuras que nunca se cumpriram.



Episódios

Le diable noir, publicado na edição belga da revista Tintin de 11/3/59 a 8/7/59, dos números 10 a 27. Em Portugal recebeu o nome de O diabo negro, tendo sido publicado em O falcão dos números 46 a 75, entre 29/10/59 e 19/5/60 e na revista Mundo de Aventuras 126 de 26/2/76.


Le chien d’Absaroka, entre 15/7/59 a 21/10/59 no Tintin belga , dos números 28 a 42; O cão d'Absaroka no Mundo de Aventuras 142 de 17/6/76.

Ombres sur la piste, com início da publicação em 4/11/59 a partir do número 44 do Tintin belga ; Ladrões de gado no Mundo de Aventuras 199 de 21/7/77.


Fontes consultadas

Mundo de Aventuras 126, 142 e 199