quarta-feira, 17 de junho de 2009

Revistas - Jornal da BD (1)

No dia 15 de Abril de 1982 apareceu no mercado português mais um a revista de banda desenhada, o Jornal da BD.
Custava 30$00 e tinha 32 páginas a cores.
O preço era baixo, relativamente à concorrência, a revista Tintin, que tinha 40 páginas, embora nem todas ocupadas com banda desenhada, e custava 45$00.
A revista começou com periodicidade quinzenal, tendo alterado para semanal no nº 16, saído em 18 de Novembro de 1982. Talvez não seja estranha a esta alteração o fim da revista Tintin em 2 de Outubro desse ano.
A nova revista estava virada para a publicação da designada escola franco-belga, como se pode verificar pelas séries surgidas no número1: Asterix, Lucky Luke; Taar; Michel Vaillant; Valerian; Iznogoud e Achille Tallon.
Capa do número 1

A partir do número 69 a revista começou a publicar histórias curtas e séries da revista Metal Hurlant. Esta situação configurou uma mudança radical no estilo da revista, que até à data apenas possuía séries dentro do estilo clássico da escola franco-belga.
A introdução desta histórias mostra também que a revista se vocacionava para um público mais adulto, apesar da continuação de séries como Estrumpfes e Yakari.
Estas histórias da Metal Hurlant eram, regra geral, curtas, variando entre as 2/3 páginas até, por vezes, um pouco mais de 10. Também surgiram algumas histórias mais longas.
A estrutura da publicação foi uma novidade no mercado português.
Era publicada em conjuntos de oito volumes contendo histórias em continuação que eram completados nesse grupo de revistas. Foram vendidas capas que permitiam encadernar cada grupo de revistas.
A partir do 3º volume, o conjunto das oito revistas, passou a ser constituído por seis de 32 páginas e duas de 80, que continham um episódio longo completo. Por vezes em vez de um único episódio poderia ser um conjunto de histórias mais curtas, mas que tinham sido já publicadas num único álbum. Estes números especiais constituíam a terceira e sétima revista de cada volume de oito.
Capa do primeiro número especial

A evolução dos preços e das tiragens foi a seguinte.
Iniciou com uma tiragem de 50 000 exemplares. O preço das revistas normais era de 30$00 e das especiais 100$00.
No número 33 os números normais passaram para 40$00, mantendo o preço dos especiais.
A partir do 6º volume, nº 41, a tiragem foi reduzida para 30 00 exemplares. A partir do número 73 os números normais passaram a custar 50$00 e os especiais 120$00.
No número 104 a tiragem passou a ser de 23 000 exemplares. No número 118 a revista normal aumentou para 70$00, e o especial seguinte, número 119, viu o seu preço ser elevado para 150$00. No número 209 a tiragem passou para 15 00 exemplares.
No número 31 iniciou-se uma secção chamada Suplemento de BD, da responsabilidade de Geraldes Lino. Usava a capa ou a contracapa interior e servia para publicar notícias sobre eventos relacionados com BD ou apontamentos sobre revistas, fanzines, autores e séries. Embora com uma outra excepção, a sua publicação saía em números intercalados, e até ao final da publicação da revista foram publicados 117 Suplementos.

Suplemento BD

A partir do 28º volume, nos números especiais foi acrescentado um pequeno suplemento de 8 páginas a preto e branco que se intitulava BD Jovem e que servia para a publicação de trabalhos de jovens iniciados na autoria de BD. O seu objectivo foi a publicação dos trabalhos premiados no 3º Concurso Nacional de Banda Desenhada.
Apesar da excelente qualidade da banda desenhada publicada, o reduzido preço conseguido para a revista foi conseguido à custa da baixa qualidade do papel, o que trouxe como consequência alguns problemas na impressão da cor de algumas das séries.
O último número, 264, saiu em 1 de Setembro de 1987.

Capa do último número

sábado, 13 de junho de 2009

Capas (32)

Capa da revista Ciclone número 363, sem data de publicação, que terá ocorrido na segunda metade da década de sessenta


terça-feira, 9 de junho de 2009

Capas (31)

Capa do Mundo de Aventuras número 264, publicado em 19 de Outubro de 1978.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A BD e a II guerra mundial (8) - Buz Sawyer

Buz Sawyer foi criado por Roy Crane em 1 de Novembro de 1943, numa época em que os heróis da banda desenhada já podiam tomar abertamente partido na guerra, visto os EUA terem entrado no conflito.

Foi um a BD criada em função da guerra. Piloto da marinha, entrou em combate no Oceano Pacífico, acompanhando já a fase vitoriosa dos Estados Unidos.

A série acompanha Buz Sawyer,tanto nos combates mais violentos

como na agradável vida da retaguarda.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A BD e a II guerra mundial (7) - Ernie Pike

Ernie Pike é uma série inspirada num correspondente de guerra Ernie Pyle.
Trata-se de uma criação de Héctor Germán Oesterheld no texto e Hugo Pratt no desenho, tendo sido publicada inicialmente na revista argentina Hora Cero. Mais tarde Hugo Pratt passou também a ser autor dos argumentos.

A série mais do que relatar as lutas entre os vencedores e os vencidos, faz um retrato dos soldados que lutaram no conflito, mostrando um outro lado muito diferente da guerra.
Os protagonistas pertencem aos diferentes exércitos envolvidos no conflito e posicionam-se nas diferentes frentes de combate, desde a Europa à Ásia. Ernie Pike tem a função de narrador das amargas histórias que, acima de tudo, tentam demonstrar que a guerra é absurda.
Penso que a série nunca foi publicada em Portugal. As imagens são da publicação espanhola Blue Jeans, editada na década de 70.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Capas (30)

Capa do Mundo de Aventuras número 1123, publicado em 1 de Abril de 1971

sábado, 23 de maio de 2009

Capas (29)

Capa do Mundo de Aventuras 1179, publicado em 24 de Abril de 1972


terça-feira, 19 de maio de 2009

Revistas (4) - O Tico (2)

Em relação à banda desenhada publicada, refira-se em primeiro lugar o humor, por ser umapersonagem com estas características que dá o nome à revista. O Tico,(The Tiger), de Bud Blake, teve 88 tiras publicadas durante os 12 números, talvez o que de melhor a revista publicou.

Vinheta de O Tico

Ainda no humor, foi publicada no número 1 uma página de título, Marcela Pinta, sem indicação do autor. Uma História Muda, no número 8, completa a gama de desenhos humorísticos.
Dos Estados Unidos, com origem nas tiras diárias dos jornais, foram publicados um episódio de cada uma das seguintes séries: X-9,

Dr Kildare,


Buz Sawyer


e Fantasma.

Realce para a história do Fantasma, um episódio de 1952 desenhado por Wilson McCoy.
Mandrake, surgiu em dois episódios desenhados Phil Davies, um de 1951 e outro de 1952.

Vinheta de Mandrake

Da Inglaterra vieram as séries mais vocacionadas para o público adulto: Jane, com três episódios,

Tira de Jane

Tiffany Jones e Romeo Brown, cada uma com um episódio.

Tira de Tiffany Jones


Do outro lado do canal da Mancha vieram ainda dois episódios de O Vingador Negro, também por vezes conhecido como Billy, the Kid.

Vinheta de O Vingador Negro


Aquela que poderia ser a jóia desta colecção, o primeiro episódio de Dofight Dixon saiu com uma péssima impressão. Foi pena.

Dofight Dixon

Completamente desenquadrada, nesta revista, surgiu no número 3 uma história de duas páginas, sem autor, de cariz histórico e intitulada Borgia, a fascinante.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Revistas (4) - O Tico(1)

Mais uma colecção pequena, marca editorial de Roussado Pinto, com apenas de 12 números,.
A revista O Tico publicou-se entre 19 de Dezembro de 1974 e 27 de Março de 1975. Custava 4$00, tinha 20 páginas, com a numeração a contabilizar a capa e contra-capa e trazia a frase apelativa “Banda Desenhada para adultos”.
Capa do número 1

Para completar o chamariz, muitas das capas traziam desenhados corpos femininos em poses de evidente sensualidade e pouca roupa.
Aliás, logo no primeiro número, a personagem O Tico, (The Tiger, no original), que dava o nome à revista, , refere que as histórias serão todas para maiores de 18 anos.
Publicidade enganosa, dir-se-ia hoje em dia.
Capa do número 3
O estilo da revista não será alheio ao contexto sócio-político da época, com o derrube da ditadura em 25 de Abril de 1974 e a abolição da censura.
Capa do número 2

O erotismo da revista ficava-se pela publicação na contra-capa de vinhetas representando corpos femininos de algumas banda-desenhadas eróticas que começava também a ser possível conhecer em Portugal.
No número 1 saíram dois desenhos de Guido Crepax,
Os desenhos de Guido Crepax
no número 2, desenhos de Esteban Maroto, de La tumba de los dioses, no número 3 um desenho sem indicação do autor, no número 4 saiu uma vinheta de Barbarella, a criação de Jean-Claude Forest, no número 5 um conjunto de personagens femininas desenhadas por Milton Canniff, no número 6, sem indicação de autor, uma vinheta de Walalla,
Walalla
no número 7, figuras femininas de Príncipe Valente e no número 8 um desenho da série Baroness Steel.
Até ao final da colecção a contra-capa dedicou-se a fazer publicidade ao Jornal do Cuto.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Capas (28)

Capa da revista Mundo de Aventuras número 72, publicada em 13 de Fevereiro de 1975, anunciando uma aventura de Paul Foran, que deste modo fazia a estreia na revista.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Capas (27)

Capa da revista Combate número 203

domingo, 3 de maio de 2009

A BD e a II guerra mundial (6) - Johnny Hazzard

Johnny Hazard, uma criação de Frank Robbins, foi uma série que nasceu em plena II guerra mundial. A primeira tira surgiu a 5 de Junho de 1944, véspera do desembarque aliado em França, desembarque esse que acelerou a derrota alemã e a desmobilização do herói.
O tenente Johnny Hazard, depois promovido a capitão, está prisioneiro numa base alemã e série inicia-se com a sua fuga.


Em luta contra os alemães

Hazard inicia a guerra a na Europa, mas rapidamente passará para o oriente, onde combaterá os japoneses, que para o cidadão americano seriam os principais inimigos na guerra. O nome do general inimigo enfrentado no segundo episódio da série tem um nome que pretende ainda tornar a personagem mais odiosa, Mariwana, uma associação a marijuana.

Em luta contra os japoneses

Johnny Hazard não é um super-herói, cheio de força e capacidades, que vence sozinho inúmeros inimigos. É um soldado normal, em que os códigos de honra e leadade são enfatizados, e que precisa de ajuda para vencer.

Em dificuldades

O fim da guerra menos de um ano depois do início da série, levou Johnny Hazard para outros caminhos.
Em Portugal o Mundo de Aventuras Especial publicou nos seus números 19 e 25 as tiras saídas até 30 de Janeiro de 1945.